O PAI DOS POBRES


Dr. Antônio nasceu em 28 de maio de 1956, e veio a falecer no dia 1º do 4 de 2005.
Segundo seus familiares era uma criança tímida, porém inquieta. Desde essa época já lutava pelas coisas que queria.
Portanto, Dr. Antônio sempre se preocupou com o ser humano e pensava que como médico seria mais fácil conseguir ajudar as pessoas mais carentes.
Participou do MAE (Movimento Artístico e Estudantil) durante seus estudos em Visconde do Rio Branco. Já em sua época de faculdade participou do DA de medicina e ainda do DCE (Diretório Central dos Estudantes).
Um dos políticos que ele admirava, e com o qual se identificava em idéias, era Leonel Brizola(PDT).
Do lado familiar sempre zelava pelos irmãos no elo carinhoso e companheiro, graças ao qual obtinha reconhecimento constante em seu cotidiano. Era o amigo de todos nos momentos de alegria e tristeza. Por isso, sempre carregava uma palavra de conforto para os mais próximos.
Dr. Antônio com todo o seu idealismo político tinha em mente que para ganhar uma política e fazer um bom governo, primeiro deveria fazer uma conscientização da população. Sabia que para alcançar este objetivo teria que ter muito dinamismo em prol da população.
Mas após cada pleito iniciava seu trabalho político com muita sinceridade e esperança. Um dos grandes méritos que ele carregava era o apoio moral de seus familiares, que sempre admiravam muito o seus ideais políticos e acreditando que um trabalho feito com tanta dedicação e por tantos anos não deveria terminar assim.
O seu passatempo ideal era o sítio em que todos os finais de semana, juntamente com seus filhos e a sua esposa, ia passear. Gostava, também, de caminhar pela cidade e se reunir com os amigos na Praça 28 de Setembro.
Sua esposa, Dona Márcia, conta que se conheceram após ela ter sofrido um acidente de carro na estrada de Guiricema para esta Cidade, quando o Dr. Antônio plantonista.
A grande emoção do casal foi a vinda dos filhos Ana Márcia(12 anos) e os gêmeos Antônio Carlos e Marcílio (8 anos), que se tornou uma bênção para suas vidas. O casal sempre dedicou (e Dona Márcia continua dedicando) grande estima à sua auxiliar Eliane, considerando-a como pessoa da família.
A sua maior paixão era a família. Isso fica ilustrado na sua atitude quando se aproximava das 11:00 horas que ele sempre recomendava avisar para que não perdesse o almoço junto aos filhos e esposa. Outro fato ilustrado era a hora do café da tarde que até na campanha de corpo a corpo, ele interrompia para levar o pãozinho das crianças, pontualmente as 16:00 horas.
Recomendou para os filhos que sejam pessoas honestas, com caráter imaculado, para um futuro promissor.
Não tem adjetivo que o defina.
Soberania, poder não era o que ele almejava, tanto que como diretor da Policlínica Rio branco – Clínica santo Antônio, sua preocupação era o bem estar dos funcionários e a sua ampla dedicação a servir o mais carente. Para ele tanto fazia se o paciente tinha ou não o dinheiro para pagar a consulta.
Sempre que era para tomar decisões perguntava a opinião dos funcionários. Seu respeito pelo ser humano é algo que não tem explicação, sempre tomava seu café junto com aqueles que ali trabalhavam. Quando acontecia algo de seu desagrado, não chamava a atenção, mas sim conversava. Fazia uma coisa que poucos ou nenhum chefe jamais faria, ele pagava os direitos de seus funcionários, mas no dia do pagamento não descontava um centavo se quer. Nunca gostou de conversinhas, intrigas, brigas, sempre apaziguando, ou senão saia de perto de qualquer comentário malicioso..
Nunca negou a atender ninguém. Sempre com sua maleta, pois ele falava que poderia aparecer alguém que precisasse. Até durante sua campanha, andando por um bairro, ao pegar na mão de um eleitor, percebeu que o mesmo estava com febre, imediatamente pediu para pegar sua maleta em seu fusca, então ali mesmo consultou e receitou para o eleitor.
Dr. Antônio não fazia isso tudo por marketing, fazia por que gostava, ele simplesmente amava a medicina e junto com ela fazia o que queria, que era ajudar o próximo.
Quantas e quantas pessoas chegavam na policlínica, para levar seus filhos já adultos, para apresentá-los em forma de agradecimento, devido a várias consultas que ele já fazia recém-formado, já atendia sem nada cobrar.
E você duvida?
É só andar nesses lugares mais carentes, e você saberá de muitas histórias caridosas do Dr. Antônio.
Ele servia ao mais carente, por isso que lutava para concretizar seu maior sonho, que não era ser prefeito, para ter um salário bom, carro importado, mansão, mas sim que as pessoas mais carentes fossem tratadas com mais dignidade, respeito, cidadania. Portanto, em cada termino de campanha ele sorria, com seus olhos azuis mais brilhantes como nunca e dizia ao seu “rebanho”:
- Então, vamos começar a trabalhar para próxima.

Fonte: família e correligionários.
Equipe Consciência da Mata