COIMBRA E O NOSSO MUNICÍPIO


Oilian José nos con ta que “Na historiografia Mineira, não foram raros os exemplos de distritos que, por descontentamento com os dirigentes municipais, promoveram sua incorporação a município vizinho.”
E diz mais adiante:
“ Coimbra, por motivos imediatos hoje ignorados, foi um exemplo. Tentou alcançar seu desmembramento de Viçosa e a anexação a Rio Branco. Aconteceu isso em 1883, quando longo requerimento foi dirigido a nossa Câmara Municipal, que o encaminhou, em 24 de agosto desse ano, ao então deputado provincial e representante desta zona, o Dr. José Rufino Soares de Almeida.”
Mas, conforme o historiador, “O desejo do povo de Coimbra não foi satisfeito, o que levou nossa Câmara Municipal a voltar ao assunto, cinco anos mais tarde, dirigindo veemente apelo aos deputados eleitos pelo 8º Distrito Eleitoral, ao qual pertencia o município”
No ofício, a Câmara alega que os habitantes da Freguesia do Coimbra, em número de quatrocentos e tantos, pedem sua transferência do Município de “Viçoza” para este Município.
E o historiador conclui:
“ Infrutífera foi essa nova tentativa, preponderando para isso dois motivos: o fato de Rio Branco ser, na época, município considerado populoso e extenso, pois abrangia os distritos da Cidade, Guiricema, São Geraldo e São José do Barroso; e o de Coimbra estar além da Serra de São Geraldo, portanto, em ponto considerado distante da sede municipal riobranquense. E Coimbra continuou integrando o município de Viçosa, até se tornar, por sua vez, já neste Século (o passado), cidade e sede municipal”.
“ São Sebastião de Coimbra é o marco fundador do local. Povoada em torno de meados do século XIX, teve como obstáculo ao seu desenvolvimento não a mata, que se constituía em bem de riqueza, mas o indígena. As tribos ameríndias que povoavam as extensas terras da região, pertenciam, com raras exceções, ao grupo gê (assim chamados pela numerosa ocorrência do fonema g em seu vocabulário) ou tapuia (que em tupi significa bárbaro). Superado esse impedimento, contribuiu para o povoamento o plantio de café. Com topografia entre plana (vinte por cento e montanhosa, a maior parte de suas terras é ocupada por altitudes entre 650 a 960 metros de altitude. A antiga mata tropical, que se estendia na maior parte da região, foi quase inteiramente devastada.”

Fonte: www.asminasgerais.com.br
Franklin Netto - Franklin@conscienciadamata.com.br