Brasil
continua a ter uma das piores distribuições de
renda do mundo,
perdendo apenas para Serra Leoa, na África, mostrou um estudo
pelo Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada(Ipea), no último dia
primeiro, segundo a
Agência Reuters.
Ligado ao Ministério do Planejamento, o Instituto apontou
que 1 por cento
dos brasileiros mais ricos detêm uma renda equivalente aos
ganhos dos 50 por
cento mais pobres.
O Ipea indica que para combater as desigualdades é preciso
alcançar um
nível de crescimento econômico e um modelo de desenvolvimento
que viabilizem
inserção da população no mercado de trabalho,
além das ações sociais.
De acordo com esse órgão governamental, “Pode-se
dizer que os maiores
desafios das políticas públicas hoje são a geração
de oportunidades de
trabalho, a redução da informalidade e a melhoria da
renda real do
trabalhador.”
Em 2003, a taxa de desemprego no Brasil foi de 10 por cento, comparando-se
a 6,2 por cento no mundo e 8 por cento na América Latina e
Caribe, conforme
o estudo. O Índice no Brasil em 1995 era de 6,2 por cento.
Se estudo de uma instituição que pertence ao governo
aponta para essa
chocante realidade, é contraditório e insensato que
o próprio governo
insista em uma política de juros mais elevados do mundo, a
pretexto de
conter a inflação. Esses juros impedem o crescimento
econômico, agrava o
quadro social e aumenta as gritantes desigualdades.
Franklin Netto
Franklin@conscienciadamata.com.br
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