DIABETES E ATIVIDADES FÍSICAS


Nosso organismo obtém a energia de que necessita dos alimentos, sendo a fonte primordial o açúcar, na qual a glicose é a mais importante. A glicose circula no sangue, porém nossas células não podem utilizá-la sem a ajuda de um hormônio secretado pelo pâncreas, a insulina. Este hormônio atua como uma autêntica chave, permitindo que a glicose entre no interior das células para que possam consumi-la e obter energia. Quando o pâncreas não produz insulina, ou a produz numa proporção pequena, se generaliza o “Diabetes Mellitus”.
O Diabetes Mellitus, de acordo com o Consenso Brasileiro sobre Diabetes (2002), é definido como uma síndrome de etiologia múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade da insulina de exercer adequadamente seus efeitos metabólicos.
Esta patologia se classifica em:
— Diabetes tipo I ou insulino – dependente
— Diabetes tipo II ou insulino não-dependente
O diabetes tem como sintomas: aumento na urina (pliúria), aumento da sede (polidpsia), aumento da fome (polifagia), boca seca, infecções cutâneas e genitais recidivantes, impotência sexual, alterações visuais, renais ou neurológica, perda de peso, sonolência, aumento nas micções, sensação de desânimo, fadiga e tonturas.
É importante se ter conhecimento sobre a doença relacionando a uma melhora da qualidade de vida com redução do número de crises de hipoglicemia, menos numero de internações hospitalares, melhor controle metabólico e principalmente uma maior aceitação da doença.
No entanto, a atividade física tem sido indicada como estratégia para a modificação do estilo de vida, agindo como prevenção, controle e tratamento de doenças crônicas não transmissíveis que têm grande prevalência atualmente, em destaque o “diabetes”.
Não existe pessoa isenta da possibilidade de se tornar diabético, contudo o sedentarismo acelera muito o processo de manifestação da doença, principalmente se associado à obesidade, à alimentação inadequada e a hipertensão.
Assim sendo, o exercício físico regular melhora as condições do diabético por solicitar a captação periférica da glicose e o metabolismo de glicogênio e proteínas; os benefícios do exercício a médio e longo prazo contribuem para o não desenvolvimento da enfermidade cardiovascular, através da melhora do perfil lipídico, normalização da tensão arterial, aumento da circulação colateral, diminuição da freqüência cardíaca de repouso e durante o exercício, além de ajudar no aumento da auto-estima e da autoconfiança, principalmente no início da enfermidade.
Pois o exercício físico obriga o organismo a utilizar maiores quantidades de glicose melhorando a relação glicose – insulina – tecidos, através do aumento da sensibilidade dos tecidos à insulina diminuindo desta maneira a necessidade de insulina no transporte de glicose para dentro dos tecidos.
A combinação do exercício e da dieta pode ser suficiente e eliminar a necessidade de insulina ou a medicação oral utilizada para estimular a secreção de insulina.
Porém, a prescrição do programa de exercícios físicos para diabéticos requer cuidado especial devendo ser individualizado e baseado em resultados de exames clínicos, físicos, laboratoriais e nutricionais. E essa prescrição faz parte das atribuições do profissional de Educação Física para uma melhor orientação de atividades específicas e melhor acompanhamento das pessoas que tenham necessidades especiais de atendimento, estudos reforçam que o exercício físico quando bem orientado e ajustado é um “medicamento” econômico e muito saudável, sem efeitos colaterais negativos, e que se bem planificado, possui a capacidade de reduzir e em alguns casos eliminar o consumo de medicamentos, reduzindo dessa forma prejuízos para a saúde e custos econômicos consumindo menos drogas.
Portanto, pratique sempre uma Atividade Física.

Délmanes Renier Coelho e Nádia Quintão